Custos trabalhistas no comércio: como a falta de planejamento pode comprometer o lucro da empresa
No comércio, cada detalhe faz diferença no resultado final. Margens apertadas, sazonalidade e alta rotatividade de funcionários tornam a gestão dos custos trabalhistas um dos maiores desafios para o empresário.
O problema é que muitos desses custos não aparecem de forma clara no dia a dia. Eles surgem aos poucos — em horas extras mal controladas, jornadas irregulares, adicionais pagos incorretamente ou benefícios concedidos sem critério — até se transformarem em um passivo difícil de administrar.
Onde o comércio costuma errar?
Alguns pontos são recorrentes:
- jornadas incompatíveis com a legislação;
- controle de ponto ineficiente;
- horas extras habituais sem planejamento;
- contratação em datas sazonais sem estratégia;
- falta de alinhamento entre a operação e a folha de pagamento.
Essas falhas, além de impactarem o caixa, aumentam significativamente o risco de ações trabalhistas e fiscalizações.
O papel estratégico do contador na gestão trabalhista
No comércio, o contador não atua apenas no fechamento da folha. Ele é fundamental para:
- analisar o impacto real da mão de obra nos custos da empresa;
- orientar ajustes antes que o problema apareça;
- ajudar o empresário a tomar decisões mais eficientes em períodos de alta demanda;
- organizar informações que garantem segurança e previsibilidade.
Quando há planejamento, o empresário consegue equilibrar custo, produtividade e conformidade legal.
Informação e estratégia geram competitividade
Empresas comerciais que tratam a gestão trabalhista como parte da estratégia do negócio conseguem crescer de forma mais sustentável, mesmo em cenários desafiadores.
E nesse processo, contar com profissionais que entendem a rotina do comércio e sabem orientar com base na legislação faz toda a diferença.
Fonte: @Contadorponto.com.br
Autora: Dra Camila Nogueira, advogada
